sábado, 14 de janeiro de 2012

Sargentos gays pedem ajuda internacional por causa de ameaças

Casal que assumiu orientação diz não se sentir seguro e quer deixar o Brasil

O Estado de S. Paulo
Fernando Figueiredo e Laci de Araújo (Foto: Divulgação)Fernando Figueiredo e Laci de Araújo (Foto: Divulgação)
O casal Fernando Figueiredo e Laci de Araújo quer deixar o Brasil por causa das ameaças que recebe desde 2008, ano em que os dois sargentos do Exército assumiram publicamente a orientação e o relacionamento. Eles entraram com um pedido de ajuda na Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para obter segurança internacional, segundo o site Congresso em Foco.

Além das ameaças, Figueiredo e Araújo temem a crescente onda de crimes de caráter homofóbico que vem tomando o País. Eles se consideram visados por terem assumido a homossexualidade na mídia e por serem militares.

Eles dizem ter desistido de lutar pelos direitos nos órgãos públicos brasileiros e que a vontade de sair do País é para garantir "uma vida normal". Segundo eles, quem os ameaçou de morte continua a trabalhar no governo brasileiro e, por isso, questionam como pode haver uma solução.

A denúncia contra o Brasil à OEA foi feita em maio passado, com base nos problemas que a dupla enfrentou dentro do Exército. Araújo e Figueiredo dizem não ter preferência por nenhum país específico para viver, desde que o local seja seguro e aceite a relação deles.

O Exército preferiu não se manifestar sobre o assunto.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Jean Wyllys associa Bento XVI ao nazismo e o chama de genocida

Um dos principais defensores da causa LGBT na Câmara, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) não gostou das declarações do Papa Bento XVI. O pontífice da Igreja Católica disse que o casamento igualitário é uma ameaça e coloca em xeque "o próprio futuro da humanidade".

Segundo Jorge Lourenço do Jornal do Brasil, Wyllys ficou Indignado e abriu fogo contra Bento XVI e relembrou as máculas do pontífice. "O papa suspeito e acusado de ser simpático ao nazismo disse que o casamento civil igualitário é uma ameaça à humanidade. Ameaça ao futuro da humanidade são o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais praticados por membros da Igreja e acobertados por ele mesmo", atacou o parlamentar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Fim do mistério em ‘Fina Estampa’: Fred é o amante de Crô


Fred é o dono da tatuagem de escorpião (Foto: Divulgação)Fred é o dono da tatuagem de escorpião (Foto: Divulgação)
Muito se especulou sobre a identidade do misterioso amante de Crô (Marcelo Serrado), em “Fina Estampa”. Pois a coluna porá um fim ao mistério agora. E, surpreendentemente, o namorado do mordomo de Teresa Cristina (Christiane Torloni) não é Ferdinand (Carlos Machado) nem muito menos Baltazar (Alexandre Nero), como todos pensavam. Trata-se Fred (Carlos Vieira), um dos funcionários da cozinha do extinto restaurante Le Velmont. E a revelação será feita na segunda semana de janeiro, quando Crô verá o amante morrer por culpa da patroa, que o jogará da escada de sua mansão, como já ocorreu na história.

A cena, apesar de tensa, funciona também como uma crítica de Aguinaldo Silva aos "beijos gays" já vetados pela Globo em suas novelas. Ao ver o amado no chão, o mordomo se revoltará e chamará Teresa Cristina de assassina. “Sua desgraçada! Agora, ele se foi. Me deixou viúva, sem sequer me dar um último beijo!”, dirá o rapaz. Irônica como só ela, a patroa retruca: “E nem podia. Beijo gay está proibido mesmo!”.

A cena mostrará ainda que Fred é de fato o detentor da tatuagem de escorpião no tornozelo. O motivo do crime também será esclarecido: Fred pressionava a ex-mulher de Renê (Dalton Vigh) a reabrir o Le Velmont com ele no posto de chef de cozinha e ela resolveu se livrar da chantagem, já que ela o havia pedido para envenenar a comida do novo restaurante do namorado de Griselda (Lilia Cabral). Apesar da decepção, Crô continuará fiel à vilã e não a entregará à polícia.

Campanha contra a censura às relações homoafetivas na tv


Marcela e Marina em cena da novela Amor e Revolução (Foto: Reprodução/SBT)Marcela e Marina em cena da novela "Amor e Revolução" (Foto: Reprodução/SBT)
Segundo Pesquisa da PUC, de São Paulo, as telenovelas podem ser de grande ajuda para a diminuição do preconceito à diversidade.

Pensando nisso, internautas realizaram uma campanha contra a censura às cenas de homoafetividade nas telenovelas brasileiras, utilizando o atual casal lésbico Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Giselle Tigre), da novela Amor e Revolução, do SBT, como garotas propagandas da campanha.

Em homenagem a elas, a campanha foi batizada de "Marcela e Marina Sem Censura". Foram colhidas quase 1.600 assinaturas em uma petição, assise também aqui, e a campanha agora lança mais um vídeo, contanto com a participação de diversos internautas do Brasil, e até mesmo do exterior.

Assine a petição: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2011N11948

Veja o vídeo:

Maria Gadú sobre suposta ficada com Alfradique: 'Vocês estão loucos'

Cantora disse ainda que atriz é sua amiga e não faz seu tipo.
Maria Gadú em apresentação do Cirque du Soleil (Foto: Isac Luz)Maria Gadú em apresentação do Cirque du Soleil (Foto: Isac Luz)
Maria Gadú comentou os boatos de que teria ficado com a atriz Monique Alfradique nesta terça-feira, 13, durante o espetáculo "Varekai", do Cirque du Soleil: "As pessoas são muito engraçadas. Quer dizer que agora não posso ter uma amiga? Vocês estão loucos. Estou solteira, mas sou gente também. Porém, não ficaria com ela", disparou.

A cantora lançou disco novo esta semana e está entrando de férias. Na volta, ela disse que fará uma nova turnê.

Atriz pornô e amiga da lésbica Mayara do BBB 12 opina: 'Mais doida da casa'

A amiga de trabalho descreveu a sister como 'tranquila, mas intensa'.
Perfil Mayara (Foto: Reprodução)Perfil Mayara (Foto: Reprodução)
Desde que foi divulgada a lista com os participantes do BBB 12, Mayara Medeiros que é lésbica se destacou pela excentricidade de seu 'perfil'. Professora de artes em uma instituição do Estado de São Paulo, ela tem como 'hobby' e segunda profissão a produção de filmes eróticos em um segmento chamado 'alt-porn' na produtora Xplastic. O site EGO conversou com a amiga e atriz de vários filmes produzidos pela sister, Bruninha Vieira, que revelou que Mayara poderá ser uma das "mais doidas da casa".

"Pelo perfil que já saiu das outras pessoas, talvez ela seja uma das mais despirocadas, doidas...', contou.

No dia a dia, Bruninha diz que Mayara é tranquila, mas que não leva desaforo para casa. "Ela é tranquila, mas é bem intensa, não aceita desaforo. Pelo fato de ser liberal demais, até por conta de trabalhar na produtora, acho que pessoas com falso moralismo não vão colar muito com ela", contou Bruninha.

A BBB Mayara Medeiro com amigos (Foto: Twitter / Reprodução)A BBB Mayara Medeiro com amigos
(Foto: Twitter / Reprodução)
"No perfil divulgado ela não fala sobre esse 'hobby' dela, não sei se vai falar lá dentro. Os filmes que ela produz são alternativos, então tem coisas mais hard e isso não é muito comum."

Bruninha contou que as duas trabalharam juntas no último dia 20 de dezembro e que Mayara nem deu sinais do que estava 'aprontando'. "Não sabíamos de nada, foi uma surpresa total, gravamos juntas no mês passado e ela nem tocou no assunto."

Sobre a vida pessoal da sister, a atriz disse que Mayara não é muito aberta ao assunto, mas garante que ela vai se divertir nas festas. "Ela não comenta sobre a vida pessoal, mas ela bebe e se diverte. Acho que vai se divertir bastante nas festas, se alguém interessá-la, talvez ela até fique."

Israel recrutará LGBTs para melhorar sua imagem internacional

Em um movimento surpreendente, o governo israelense indicou nesta quinta-feira que vai recrutar voluntários LGBTs como enviados informais para vender a diversidade sexual do país como um fator atraente para melhorar sua imagem internacional.
Parada LGBT de Tel Aviv atrai centenas anualmente; evento já se tornou parte do calendário turístico da cidade (Foto: Oliver Weiken - 10.jun.11/Efe)Parada LGBT de Tel Aviv atrai centenas anualmente; evento já se tornou parte do calendário turístico da cidade (Foto: Oliver Weiken - 10.jun.11/Efe)
Segundo a agência de notícias Associated Press o Ministério da Diplomacia Pública e Assuntos da Diáspora estabeleceu uma rede de contatos com voluntários LGBTs que viajarão a diversos países para falar sobre a aceitação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais na sociedade israelense.

Em seu site, o Ministério encorajou as minorias e membros da comunidade LGBT para se apresentarem, e o porta-voz Gal Ilan confirmou que a intenção é destacar a diversidade sexual do país -visto como um oásis entre o conservador Oriente Médio, onde muitos países mantêm a homossexualidade como crime.

Para ele, quando as pessoas pensam no país, muitas vezes esquecem a comunidade LGBT israelense.

A imagem do país vem sendo abalada nos últimos meses por temas como o ataque ao navio humanitário Mavi Marmara, quando ativistas que tentavam furar o bloqueio naval à faixa de Gaza foram mortos, a consequente crise diplomática com a Turquia, e a recente polêmica envolvendo os judeus ultra-ortodoxos e suas limitações quanto à liberdade das mulheres. 

Padre católico espanhol impede batizado ao descobrir que padrinho é gay

O arcebispado local disse que padrinho deveria ter vida 'congruente'; homossexual é casado no civil e católico praticante.
Da BBC
Vista de igreja na cidade espanhola (Foto: Governo da Andaluzia)Vista de igreja na cidade espanhola (Foto: Governo
da Andaluzia)
Um padre da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Huelma, no sul da Espanha, impediu a celebração de um batizado quando descobriu que o padrinho era gay. A família levará o caso aos tribunais.

O escolhido para padrinho de uma menina de seis meses é um homossexual que está casado no civil com outro homem, algo permitido pela lei espanhola.

É também ex-catequista, trabalhador da Cáritas (seção de ajuda humanitária da igreja católica), membro de confrarias e se diz católico praticante.

Em declaração à imprensa espanhola, a mãe da criança, Dolores Muñoz, disse que a família e os padrinhos cumpriam todas as normas requeridas pelo sacerdote quando levaram a documentação.

'Perguntaram se pais e padrinhos estavam batizados e confirmados. Depois se todos estávamos casados e respondemos que sim. Nunca pensamos que teríamos que avisar que ele era casado, mas com um homem. As normas, ele cumpria', explicou ela.

Mas para o padre, Manuel García, a revelação da orientação do padrinho foi motivo para impedir o batismo. No último sábado ele disse à família só batizaria o bebê se escolhessem outro padrinho.

'Vida congruente'
Os pais da menina enviaram uma carta ao arcebispo da província de Jaén e nesta quinta-feira denunciaram publicamente, com uma associação de direitos LGBT, o caso que definem como discriminatório.

A polêmica provocou uma resposta pública do arcebispado, que enviou um comunicado apoiando o padre e advertindo que um padrinho católico precisa ter uma vida 'congruente'.

A nota cita o Código de Direito Canônico, cânon 874, que descreve os requisitos para os padrinhos de batismo: 'deve ser católico, estar confirmado, ter recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e levar uma vida congruente com a fé e a missão que vai assumir'.

Sem usar as expressões gay ou homossexual, a nota do clero diz ainda que não se trata de um caso de discriminação.

'Esclarecemos este tema para evitar os juízos sobre uma suposta discriminação na atuação do sacerdote, que apenas reitera a necessidade de cumprir a normativa eclesiástica universal.'

Para a Associação Colega - Coletivo de Gays, Lésbicas e Transexuais - a decisão da igreja é 'uma homofobia sacerdotal'.

O grupo, que apoiará a família num processo contra o arcebispado, também se manifestou numa nota pública, afirmando que 'custa entender que um sacerdote persista no discurso de discriminação e ódio, em vez de propagar as mensagens de amor e respeito que anuncia o Evangelho'.

A associação disse ainda que, nos próximos dias, diversos voluntários procurarão o padre de Huelma para entregar-lhe um documento chamado 'guia breve de consciências limpas'.

O guia, segundo o coletivo, pretende explicar 'que a fé cristã e a homossexualidade são compatíveis' e que LGBTs compreendem que 'o avanço das mentalidades é lento. Na Igreja Católica mais lento ainda do que no resto da sociedade, mas há confiança em que este avanço aconteça.'

Travesti quer se candidatar a vereadora na cota feminina do PT

‘É meu direito’, diz Andrielly Vogue sobre disputar vaga na Câmara Municipal de Curitiba
Andrielly: sua 'madrinha política' é a ministra Gleisi Hoffmann (Foto: Divulgação)Andrielly: sua "madrinha política" é a ministra Gleisi
Hoffmann (Foto: Divulgação)
A travesti Andrielly Vogue é oficialmente pré-candidata a Câmara Municipal de Curitiba pelo PT. Andrielly foi candidata em 2008 e tentou se candidatar para a Assembleia Legislativa em 2010, quando acabou ficando de fora da lista de candidatos por decisão do partido, o PT.

"Fiquei muito decepcionada" disse ela, que cogitou deixar a legenda.

Sua madrinha política é a ministra Gleisi Hoffmann que lhe abriu as portas da convenção dos pré-candidatos petistas. A travesti quer concorrer na cota feminina - a lei exige que pelo menos 30% das candidatas de um partido a uma eleição proporcional sejam mulheres - e diz que já frequenta a Câmara diariamente.

Veja pequena entrevista ao site "O Globo"

O GLOBO - Pretende se candidatar à Câmara?
ANDRIELLY - Já me sinto uma pré-candidata a vereadora e dentro da Casa Legislativa me sinto a vereadora. Tive alguns problemas dentro do cinema que eu gosto de frequentar. Disseram para a polícia que eu ia bêbada e drogada, o que não é verdade. Não uso nada disso. Os vereadores aqui me apoiaram nisso. Eu fico aqui na Câmara na parte da manhã e atendo o povo. Perco dinheiro sabia? Porque fico aqui sem ganhar nada.

O GLOBO - Você vai se candidatar na cota feminina do PT?
ANDRIELLY - Sim. Esse é um desejo meu, um direito. Em 2008, fui candidata a vereadora. Em 2010, queria me candidatar para a Assembleia Legislativa. O partido me registrou como José Adriano Elias (nome de registro de Andrielly) e, além de tudo, veio ordem da direção nacional para abrir espaço para os outros partidos da coligação. Acabei ficado de fora. Fiquei muito decepcionada com o partido e cheguei a ir pra Justiça. Cheguei para o presidente do PT no Paraná (o deputado estadual Ênio Verri) e perguntei se ele queria que eu deixasse o partido. Ele disse que não. Que eu deveria ficar. Aí fomos nos entendendo. Agora quem me ajudou muito foi a doutora Gleisi (Gleisi Hoffman, ministra-chefe da Casa Civil). Ela conquistou a executiva estadual e me garantiu no encontro dos pré-candidatos do PT. Ela me ajudou muito.

O GLOBO - No que mais a ministra te ajudou?
ANDRIELLY - Eu 2009, eu fui na escola de governo, convidada pelo ex-governador Roberto Requião (hoje senador pelo PMDB). Na época, tinha levado um tiro na perna, mas ninguém de lá me ajudou e estavam todos os secretários. Quem me ajudou foi a Gleisi. É uma mulher de caráter.

O GLOBO - Como será sua campanha?
ANDRIELLY - Barata e humilde. Quero trabalhar com as minorias marginalizadas, como usuários de drogas, travestis e portadores do vírus HIV.

Militar que assumiu relação homoafetiva pede aposentadoria do Exército

Ele fez pedido com base em laudo que o julga 'incapaz' para serviço militar.
Laci de Araújo vive há 13 anos com outro sargento do Exército, em Brasília.

Por Iara Lemos
Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Araújo, no apartamento onde moram, em Brasília. (Foto: Iara Lemos)Fernando Alcântara de Figueiredo (esq.) e Laci
Araújo, no apartamento onde moram, em Brasília
(Foto: Iara Lemos)
O segundo-sargento Laci Marinho de Araújo, 39 anos, que ficou conhecido por ter assumido sua orientação sexual e por manter uma relação estável de 13 anos com outro militar, ingressou nesta quinta-feira (29) com pedido de aposentadoria do Exército.

Araújo deu entrada no pedido com base em uma "ata de inspeção de saúde" do próprio Exército, na qual é considerado “incapaz definitivamente" para o serviço militar.

Segundo a assessoria do Comando Militar do Planalto, depois da tramitação do pedido, a aposentadoria do militar pode ser publicada em até 60 dias no "Diário Oficial da União".

A história de Araújo e do companheiro dele, Fernando Alcântara de Figueiredo, 38 anos, também segundo-sargento, foi revelada pela revista "Época", em maio de 2008. Na ocasião, ele já estava afastado do Exército por problemas de saúde.

Araújo chegou a ser preso, acusado de deserção (abandono) do serviço militar. Durante esse período, sofreu com crises de depressão. Araújo e Figueiredo argumentam que as crises foram agravadas, em parte, pelo preconceito que sofriam em razão da relação dos dois. A assessoria do Comando Militar do Planalto informou que não se manifestaria sobre essa afirmação.

O laudo que permitiu ao militar pedir a aposentadoria afirma que Araújo tem “transtornos mentais”, "disfunção cerebral", “transtorno misto ansioso e depressivo”, "epilepsia" e "outras reações ao estresse grave".

O laudo, assinado por três militares, não o considera “inválido”. Por esse motivo, a aposentadoria, segundo Araújo, deve ser concedida de forma proporcional pelo Exército, de acordo com o tempo de serviço.

“Para mim, é uma imposição que eles [militares] estão fazendo. Vou me aposentar, mas ganhando menos do que eu recebo hoje. É como se eles quisessem se livrar de mim”, disse o militar ao site G1.

Nascido no Espírito Santo, Araújo entrou na carreira militar há 18 anos por meio do curso preparatório para sargentos do Exército. Chegou a Brasília em 1995, e logo conheceu Figueiredo.

Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Araújo (Foto: Iara Lemos)Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Araújo
(Foto: Iara Lemos)
A relação entre os dois começou em 1997, e, desde então, os militares dividem o mesmo apartamento, de propriedade do Exército, na Asa Norte, em Brasília.

Quando a aposentadoria de Araújo for publicada, o casal terá de deixar o apartamento. Eles já receberam convites para morar em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas admitem interesse em permanecer em Brasília.

“A nossa vida está aqui, mas o apartamento é de minha responsabilidade no Exército. Vamos ter de buscar outro lugar para morar, e com um salário menor” , disse Araújo.

Companheiro de Araújo, Alcântara também diz enfrentar resistências no Exército. Desde 2008, quando Araújo foi preso, Alcântara pediu licença do serviço militar.

Afastado dos trabalhos e sem receber remuneração, o sargento é responsável pelo Instituto Ser, que atende casos de militares vítimas de preconceito no meio militar. Embora ainda possa ser convocado pelo Exército, Alcântara não acredita que um dia possa voltar.

“Eu sinto que é como se eles [Exército] não merecessem minha presença. Por que pelo fato de eu ser homossexual meu sangue tem menos importância para eles que o de um heterossexual?", questiona o militar.

Justiça do Amazonas autoriza realização de primeiro casamento homoafetivo no Estado

O casamento foi realizado entre duas mulheres que já conviviam há oito anos. 
Casal conta que já vivia junto há oito anos, e, desde então, lutava para oficializar um direito que todo cidadão tem (Foto: Acritica.com)Casal conta que já vivia junto há oito anos, e, desde
então, lutava para oficializar um direito que todo
cidadão tem (Foto: Acritica.com)
O Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) autorizou a realização do primeiro casamento civil homoafetivo do Estado. A decisão foi dada no último dia 13 de dezembro pelo juiz da Vara de Registros Públicos e Precatórias de Manaus, Everaldo da Silva Lira, a um casal formado por duas mulheres, que pediram para não ter a identidade divulgada.

O casamento aconteceu no último sábado, 17, no Cartório do 8º Registro Civil das Pessoas Naturais de Manaus. A novidade está sendo comemorada pelo Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Amazonas, e abre o precedente para que outros casamentos civis homoafetivos ocorram no Estado.

Em seu parecer, o juiz Everaldo da Silva Lira informa que a sua decisão se embasa em aspectos legais. Segundo ele, não faria sentido jurídico reconhecer a união estável homoafetiva e não reconhecer o casamento civil homoafetivo, tomando como base decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhecendo a união estável homoafetiva como condição de família conjugal em que estão preenchidos requisitos como o da publicidade, durabilidade, estabilidade e intuito de constituir família, fatores suficientes para justificar a conversão. Na decisão, o magistrado lembra que se deve entender por casamento civil a comunhão plena de vida e interesses, pautada na lealdade, fidelidade e mútua assistência, que é o que se exige de uma união heteroafetiva. “Seria arbitrária a não conversão”, afirma.

O processo também obteve parecer favorável da promotora de Justiça da Vara de Serviços Públicos Cleucy Maria de Souza. A decisão da conversão em casamento civil a união estável homoafetiva foi a primeira da região Norte. A reportagem do site A CRÍTICA conversou, por telefone, com uma das recém-casadas. Segundo ela, o casamento civil encerra uma luta de, aproximadamente, quatro anos empreendida pelo casal.

“Nós já convivemos juntas há oito anos e dentro da convivência lutávamos para oficializar um direito que todo cidadão tem, mas que em vista de um preconceito hipócrita, esbarramos em diversas situações sociais que nos impediam”, afirmou Carmem* (nome fictício).

Ela explica que ambas não tinham uma vivência homossexual anterior à união. “Éramos casadas com heterossexuais, e quando nos encontramos surgiu o amor”, explica, acrescentando que, junto com a união, o casal começou a sofrer retaliações. “Tive perdas significativas, mas o amor falou mais alto. Partimos da ideia de que sabendo que a sociedade e a família sempre rejeitariam a nossa união, o correto seria oficializá-la”, diz ela.

Sensibilidade do Poder Judiciário
O coordenador do Fórum Amazonense LGBT, Francisco Nery, ressaltou ontem que o primeiro caso de matrimônio civil homoafetivo autorizado pela Justiça do Amazonas se torna um avanço para a Região Norte e demonstra a sensibilidade do Poder Judiciário à questão da cidadania LGBT. “Percebemos que o Poder Judiciário continua ponderando de forma a reconhecer os direitos das pessoas que compõem o segmento LGBT, ao contrário do Legislativo, que continua conservador e omisso acerca do tema”, observou.

O coordenador lembra que o Poder Legislativo tem um papel importante na formulação de políticas públicas, mas não consegue legislar para essa parcela da população, embora o Judiciário tenha registrado grandes avanços. Nery cita como exemplos de legislação emperrada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 29, que altera o artigo 29 da Constituição Federal, e prevê que a união de pessoas do mesmo sexo caracterize casamento civil.

O Projeto de Lei 122/2006, batizada de Lei Alexandre Ivo, em homenagem ao adolescente sequestrado e encontrado morto no Rio de Janeiro, é outro exemplo de legislação que não anda. “Existe hoje um grande conflito entre o Congresso Nacional e o Senado, que até ensaiou uma votação recentemente, por ocasião da II Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT, em Brasilia, mas de última hora a votação foi retirada da pauta a pedido dos senadores da bancada evangélica”, afirmou. A conferência ocorreu entre os dias 15 e 18 deste mês.

Informações do site Acritica.com

Romário defende casamento igualitário: "Eu sou a favor da felicidade"


Romário afirmou que passou a acordar cedo após ser eleito deputado federal (Foto: Lula Marques)Romário afirmou que passou a acordar cedo após ser eleito deputado federal (Foto: Lula Marques)
O ex-jogador e atualmente deputado federal Romário afirmou em entrevista ao colunista Leo Dias, do jornal O Dia, que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e que as pessoas tem direito de fazer suas escolhas.

“Sou, pô. Eu sou a favor da felicidade. Cada um dá o que é seu e f...-se os outros”, explicou.

Romário ainda revelou que sua rotina mudou completamente após assumir uma das cadeiras do Congresso Nacional.

“Aprendi a acordar cedo e isso era uma coisa que eu odiava. Às vezes, acordo às cinco da manhã. Quando tenho que ir trabalhar em Brasília, chego lá às 9h30, quando muitos políticos chegam às 14h. Em Brasília, às quartas e quintas, às 9h já estou no gabinete trabalhando. Agora, já me acostumei. Eu estava condicionado a acordar tarde. Comecei a acordar cedo a partir de agosto de 2010, quando comecei a campanha. Fui panfletar na Central do Brasil às 4h da manhã”, contou.

Outra mudança de hábito de Romário foi a boêmia. O ex-jogador reconhece que gostava da noite, que sente falta, mas que teve que mudar para manter o casamento.

“Claro que sinto (falta). Quem é que não gosta de ver uma mulher gostosa na sua frente se mexendo? Mas tive problemas no meu casamento por conta desse negócio de noite e, pra continuar casado, tive que mudar um pouco”, disse.

Romário ainda comentou que não recebeu nada da Record para trabalhar como comentarista durante os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, devido a lei que proíbe que parlamentares recebam de empresas estatais ou de concessão pública. Porém, o craque afirmou que existe a possibilidade de um novo convite.

Veja fotos da nova integrante do BBB 12, que diz ser bissexual

Dona de curvas torneadas, a garota-propaganda substitui Fernanda Girão na casa

Fabiana Teixeira foi escolhida como substituta de Fernanda Girão, que desistiu de entrar no reality que estréia hoje (10).

Paulista de Ribeirão Preto, Fabaina é casada com o cantor Roby, da dupla sertaneja "Roby e Róger", com 35 anos, ela apresenta-se no Facebook como jornalista, modelo e apresentadora. É mãe de Igor, de 7 anos, de seu casamento com Roby.

Fabiana desfilou pela escola de samba Grande Rio no carnaval de 2011. Fabiana se apresenta como bissexual no Facebook.

Veja as fotos da mais nova BBB...

Fama de lésbica seria o motivo que a fez Fernanda deixar BBB 12

Em entrevista à colunista Patrícia Kogut, do jornal "O Globo", a empresária carioca Fernanda Girão falou sobre o motivo que a levou a desistir de participar do "Big Brother Brasil 12". Ela deixou o hotel no último sábado (7).
Fernanda Girão (à dir.) estava na torcida da cantora Nise Palhares, finalista do reality 'Ídolos' (2010) (Foto: Divulgação/Record)Fernanda Girão (à dir.) estava na torcida da cantora Nise Palhares, finalista do reality 'Ídolos' (2010) (Foto: Divulgação/Record)
Fernanda revelou que soube dentro do hotel que estava sendo chamada de "lésbica", e por isso resolveu sair para preservar a família: "Vazou para mim tudo o que estava acontecendo aqui fora. Quando soube que estava sendo chamada de lésbica e cachaceira, quis sair na mesma hora. Tenho pai, mãe, uma avó de quase 90 anos. E um emprego para preservar".

A empresária negou as informações de que teria desistido do "BBB 12" pois precisava de remédio para dormir e foi proibida de usar o telefone. "Imagina, isso não existe! Eu estava ótima, lendo, tranquila, até saber de tudo o que aconteceu", disse.

Após deixar o hotel no Rio, a carioca Fernanda decidiu sair da cidade para espairecer a cabeça, porém não revelou seu paradeiro.

Ela trabalha com design e venda de joias e não quer se expor mais sobre o caso: "Eu lido com pessoas de alto nível. Quero esperar a poeira baixar e retomar a minha vida. Sou trabalhadora, guerreira e tenho parentes que dependem de mim".

Por fim, Fernanda ainda negou que seja lésbica. Ela revelou que estava namorado um homem quando foi selecionada para o "Big Brother Brasil" e terminou o relacionamento para entrar na casa.

Fabiana Teixeira foi escolhida como substituta de Fernanda Girão. Paulista de Ribeirão Preto, Fabaina é casada com o cantor Roby, da dupla sertaneja "Roby e Róger", com 35 anos, ela apresenta-se no Facebook como jornalista, modelo e apresentadora. É mãe de Igor, de 7 anos, de seu casamento com Roby.

PR: Transgrupo Marcela Prado inaugura nova sede no centro de Curitiba

Em comunicado, o Transgrupo Marcela Prado, instituição que atua há oito anos na defesa e promoção dos direitos humanos de pessoas travestis e transexuais, abrirá esse mês sua nova sede. A ONG permanece membro da Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT, composta também pelo Grupo Dignidade, Artemis, Dom da Terra, APPAD e CEPAC.

O Transgrupo surge pela primeira vez em 2004, como Núcleo Marcela Prado, sendo uma área específica de pessoas trans dentro do Grupo Dignidade, e em 2005 institui-se como ONG. Entre os objetivos da organização encontram-se a prevenção as DST/HIV/Aids, a busca pela visibilidade positiva, o fortalecimento, a afirmação da identidade de gênero da população de travestis e transexuais.

Segundo a presidente do Transgrupo Marcela Prado, Carla Amaral, esse é o momento de dar um passo muito importante para a instituição e todas as pessoas envolvidas, desde suas fundadoras até as(os) atuais dirigentes, colaboradoras(es) e participantes. “Agradecemos imensamente o apoio de todos os parceiros, tanto os governamentais como os não governamentais, mas, sem sombra de dúvida, temos que destacar a parceria histórica com a Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT. Hoje damos um importante passo para a continuidade dos trabalhos do Transgrupo Marcela Prado”.

Desde o dia 09 de Janeiro, das 10h às 18h, a ONG está atendendo em sua nova sede, localizada na Rua: Desembargador Westphalen, 395, conjunto “B”, centro - na Praça Rui Barbosa, em Curitiba-PR.
CEP- 80.010-110
Fone: (41) 3322-3129
Email: tmpctba@gmail.com
Blog: http://www.transgrupotmp.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Turismo LGBT cresce 20% ao ano no Brasil

O turismo está com os olhos voltados para o exigente segmento LGBT e se adequa as necessidades do nosso público. “Não basta colocar na frente do estabelecimento a bandeira colorida, é preciso capacitar os profissionais”, disse Heitor Ferreira Filho, da ABRATGLS, em palestra. “Mas, antes de qualquer iniciativa, é preciso derrubar preconceitos e rótulos”.

Para quem tem interesse em melhor atender o público LGBT, Ferreira dá dicas simples e importantes. “O grande segredo é atender de forma igual e natural; simples assim”. Na prática, alguns cuidados devem ser tomados. Na reserva, por exemplo, o atendente não deve determinar por si só as acomodações com base nos nomes; o correto é dizer quais os tipos de quartos oferecidos e perguntar qual é o pretendido.

Os detalhes também são importantes. Muitos hotéis oferecem, por exemplo, pares de chinelos nas cores azul e rosa, pressupondo a recepção de um casal heterossexual. Melhor dar preferência para a cor branca. Mas, se os pares forem ambos azul ou rosa, vai mostrar que o serviço foi pensado especificamente no cliente e indica cortesia.

Outra dica é preparar todos os funcionários do estabelecimento para lidar de forma adequada com o público LGBT. As regras gerais devem, sempre, serem as mesmas para qualquer hóspede, inclusive no caso de beijos e afetos públicos. O estabelecimento é que determina se são ou não permitidos.

Para se ter ideia do potencial do público, o turismo destinado ao nosso segmento cresce 20% ao ano no Brasil, de acordo com o diretor da Embratur, Marco Lomanto. Outro dado importante para a cadeia produtiva do turismo é que nós gastamos em média 30% a mais que o turista de outro segmento.

Funcionários assumidos não prejudicam produtividade, diz estudo

O trabalho em equipe não é prejudicado se todos os funcionários forem transparentes a respeito de suas orientações sexuais. A produtividade, na verdade, pode até aumentar. É o que indica um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos.

A pesquisa acompanhou, durante seis meses, um grupo de 50 alunos do sexo masculino, divididos em duplas, que tiveram que desempenhar tarefas cognitivas e de coordenação motora. Em determinados momentos, a parceria era formada com um estudante abertamente gay e, em outros, com um gay que não revelou sua orientação sexual.

Os resultados mostraram que as duplas com o parceiro abertamente gay tiveram desempenhos melhores nos dois tipos de testes - obtiveram 32% mais sucesso nas tarefas cognitivas, nas quais resolveram exercícios de matemática, e se saíram 20% melhor nas sensoriais, que consistiam em partidas de tiro no videogame Nitendo Wii.

Para os professores que conduziram a pesquisa, ambientes onde há exigência de segredo em relação a aspectos como a orientação sexual criam um clima de ambiguidade e incerteza que prejudica o desempenho das pessoas. O estudo foi conduzido para mostrar possíveis efeitos positivos do fim da política americana que proibia lésbicas e gays assumidos de servirem nas forças armadas - a proibição foi abolida em dezembro do ano passado. No Brasil, a lei ainda é ambígua e deixa margens para punição de militares assumidos.

(Letícia Arcoverde | Valor)

Casais homossexuais ganham mais que casais heterossexuais, mostra IBGE

Percentual de casais do mesmo sexo é maior nas faixas de renda mais elevadas.
LGBTs representam 0,1% dos casais nos domicílios brasileiros

FAIXAS DE RENDA*CASAIS HETEROSSEXUAISCASAIS  HOMOSSEXUAIS
Até 1/2 salário9,2%3,4%
Mais de 1/2 a 1 salário18,72%15,6%
Mais de 1 a 2 salários10,56%25,14%
Mais de 2 a 5 salários10,56%20,5%
Mais de 5 a 10 salários3,41%9,55%
Mais de 10 a 20 salários1,05%3,77%
Mais de 20 salários0,34%1,4%
*O IBGE se baseou no valor do salário mínimo de 2010, que era de R$ 510. Atualmente, o mínimo está em R$ 545.
Fonte: IBGE
Os casais do mesmo sexo brasileiros têm, proporcionalmente, renda média mensal maior que a de casais heterossexuais, segundo dados preliminares sobre rendimentos do Censo 2010 divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Do total de lares espalhados pelo Brasil, mais de 65% são chefiados por heterossexuais (quase 37,5 milhões de casais). As pessoas do mesmo sexo comandam 0,1% dos domicílios brasileiros - cerca de 60 mil.

A comparação entre os rendimentos mensais dos dois tipos de famílias revela que quanto mais elevada a faixa salarial, maior o número declarado de casais do mesmo sexo e menor a presença das famílias comandadas por heterossexuais.

Somente 3,4% dos casais de sexos diferentes declararam ter renda entre 5 e 10 salários mínimos. Dos mais de 60 mil casais homoafetivos, 9,5% possuem o mesmo rendimento mensal de até R$ 5.100 (o valor do mínimo considerado pela pesquisa é de R$ 510, vigente em 2010).

No caso dos domicílios com renda mensal entre 10 e 20 salários mínimos, o percentual de casais homoafetivos (3,7%) nessa faixa de rendimento chega a ser o triplo do registrado para os lares comandados por pessoas de sexos diferentes.

As duas faixas de renda nas quais, percentualmente, há mais casais heterossexuais do que homoafetivos são justamente as menores, que vão de meio a um salário mínimo mensal.

Nove por cento dos domicílios comandados por parceiros de sexos diferentes têm renda mensal média de apenas metade do salário mínimo, segundo o IBGE. Já o percentual de lares homossexuais na mesma faixa é de apenas 3%.

A maior parcela (21%) dos 37,5 milhões de casais do mesmo sexo ganha até um salário mínimo. Na mesma faixa de renda, há somente 15% de casais homossexuais. Entre os mais de 60 mil lares homoafetivos, 25% têm renda entre um e dois salários mínimos. Essa foi a primeira edição do recenseamento a contabilizar os lares comandados por pessoas do mesmo sexo.